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por Diogo Pombo
As últimas semanas fizeram erguer a ameaça que hoje pode ter sido confirmada: a época da NBA está mesmo em risco. Os jogadores rejeitaram a derradeira proposta da liga, apresentada em forma de ultimato, e anunciaram que vão dissolver o sindicato que intermediou as negociações com os responsáveis da NBA.Agora sim, a NBA corre o sério risco de ver a sua época desportiva cair por terra. O sindicato dos jogadores declinou a última oferta apresentada pelos responsáveis da liga, que nos últimos dias pressionaram os jogadores a aceitar uma oferta que ‘venderam’ em forma de ultimato.A oferta hoje apresentada, e recusado, propunha uma divisão percentual de 50-50 dos lucros da NBA. Os dirigentes da liga, liderados pelo seu comissário, David Stern, veicularam que, no caso de um ‘não’ dos jogadores, a próxima oferta penderia para o lado dos proprietários e seria fixada numa divisão de 53-47.

Mas, além da recusa, o diário As dá revela que os jogadores anunciaram que vão dissolver o sindicato que os representa em menos de 48 horas. O que dissolve, por outro lado, a margem para futuras negociações com a NBA.

Uma vez dissolvido o sindicato, cada jogador ficará responsável judicialmente pela sua situação, o que significará o processo muito mais moroso de negociação para o lado da NBA. Como tal, a pressão e o ultimato apoiados pela liga acabaram por se revelar infrutíferos.

A queda das negociações pode confirmar o cenário de debandada de basquetebolistas para campeonatos europeus. Muitas das estrelas da NBA ainda estavam a aguardar pelos desenlaces das negociações para decidir o seu futuro, enquanto iam sendo abordados por propostas milionários de vários clubes europeus, nomeadamente italianos e turcos.

Os irmãos Gasol foram conotados com o Barcelona e chegou a ser falada uma transferência de Kobe Bryant para Itália. Os cenários possíveis são vários, tal como expôs um artigo do New York Times, ao especular como seria a nova NBA após as negociações.

«Contratos mais curtos, jogadores tornar-se-iam agentes livres, as transferências seriam mais simples. A distância entre clubes ricos e pobres seria encurtada (…) e haveria maior ‘movimento’ de jogadores», cataloga o artigo, ao nomear as hipóteses.

Mas as divergências entre jogadores e NBA atingiram um ponto em que é impossível prever com minúcia o que sucederá no futuro. A teoria nunca esteve tão longe da prática e, entre especulações e desacordos, a melhor liga de basquetebol do mundo continuará parada.

SOL

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