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Bernardino Pedroto (foto ASF)


Por António Barroso

Bernardino Pedroto contou a A BOLA, em primeira mão, a história de horas de pânico que viveu na sua vida, e que motivaram que apenas na terça-feira tivesse voltado a orientar os treinos do Interclube.

O treinador português, de 59 anos, cinco vezes campeão angolano (tricampeão no ASA, em 2002, 2003 e 2004, e bicampeão com o Petro, em 2008 e 2009) sofreu uma lombalgia que o fez passar quatro horas a escassa distância do telemóvel, mas sem conseguir mexer-se para lhe chegar e pedir ajuda, sozinho em casa.

«Estava no duche, pus o shampoo na cabeça, e quando me baixei para colocar a embalagem no chão, senti a dor muscular. Fiquei completamente paralisado. De gatas, consegui chegar a uns anti-inflamatórios que tinha na casa de banho da minha casa e tomei-os. Fiquei quatro horas ali, no chão, sem me conseguir mexer, à espera que os medicamentos fizessem efeito. Só depois consegui chegar ao telemóvel e pedir ajuda. Para mal dos meus pecados, tenho uma empregada que vem todos os dias, mas nesse dia teve um problema de saúde de uma sobrinha e não veio. Foram momentos complicados», disse ontem a A BOLA um dos treinadores mais prestigiados do Girabola: além dos títulos de campeão, conquistou quatro Supertaças de Angola (três no Asa, uma no Petro) e uma Taça de Angola (ASA).

«Sucedeu há 15 dias, Os meus adjuntos, liderados pelo João Arsénio Túbia, mas com a ajuda do treinador de guarda-redes, o Pedro Jorge, e do preparador físico, o Ivo Campos, deram conta do recado. Já passou, estou restabelecido e vou para o banco em Ndalatando, com o Porcelana», afirmou. O pior ficou para trás. Ainda bem.



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