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Oliveira Gonçalves (foto ASF)
Por Redação

O empate frente ao Senegal não deixou ninguém contente. E A BOLA foi falar com o homem que conduziu os Palancas Negras ao único Mundial da sua história. Também ele está desiludido com o que viu no Estádio 11 de Novembro. E não se coíbe de indicar o caminho para que as coisas mudem. Porque é preciso mudar…

Como analisa a igualdade a um golo conseguida pela Seleção no encontro com o Senegal? Compromete o sonho de estar presente no Mundial?

– Em primeiro lugar, o resultado não foi bom. Se tivéssemos vencido ficávamos um ponto à frente do Senegal e do Uganda. Não aconteceu. Jogámos francamente mal e não conseguimos ser superiores a um adversário que demonstrou muitas fragilidades. Faltou atitude à Seleção.

– Ainda acredita que a passagem à próxima fase é possível?

– Matematicamente é possível, por isso continuamos na luta. Angola tem tido alguma sorte nos últimos torneios, como na qualificação para o CAN do ano passado. Se calhar até acabaremos por ter a estrelinha da sorte.

– Como vê as críticas ao selecionador, Gustavo Ferrín?

– Fiquei com a ideia de que o selecionador não conhece os jogadores. Se os conhecesse teria construído uma seleção melhor, mais competitiva, ambiciosa e competitiva.

– Acha que Gustavo Ferrín tem condições para continuar, mesmo se Angola não se apurar?

– Angola foi contratar um treinador que estava talhado para futebol jovem, não para futebol profissional. Há que ter paciência para que o selecionador consiga trabalhar. Ele não se ofereceu, foram buscá-lo. Gustavo Ferrín também não estava habituado às dificuldades que Angola e a seleção angolana têm. Mas trocar de treinador constantemente não resolve o problema. É preciso que o selecionador seja humilde, veja onde estão os erros e aprenda com eles.

A Bola

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