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Depois de Lisboa Anselmo segue para o Porto, Coimbra e depois Faro | Fotos: Edson Vital

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Não há boca que não cante, não há rádio que não toque e não há português que não conheça Anselmo Ralph. O segundo concerto esgotado no Campo Pequeno é prova disso. A tournée de “A Dor do Cupido” deu os primeiros passos em Angola, mas soma e segue em Portugal. Na agenda estão mais três concertos, depois de Lisboa segue o Porto, onde se espera casa cheia, em Coimbra e em Faro.

Conquistou o seu primeiro Disco de Ouro em Portugal, ultrapassando a marca dos 7.500 discos vendidos, que lhe foi entregue durante o espectáculo por Paulo Junqueiro, Diretor Geral da Sony Music Portugal.

“Não faço música pelos discos, nem pelos troféus, faço-o por vocês”, disse o cantor, que fez questão de começar o concerto com a música “Sem ti”, dedicada aos seus fãs. “Sem vocês não estaria aqui”, afirmou.

Subiu ao palco um Anselmo emotivo, interactivo e com um à vontade de quem se sente em família perante um público ansioso para conhecer as novidades do novo álbum.

“Estás no ponto”, “Mente para mim” e “Única Mulher” são algumas das canções do novo trabalho, lançado em Portugal a 2 de Dezembro e cujos vídeos foram divulgados pelo cantor nas redes sociais no passado sábado. Poucos dias bastaram para que os fãs, em coro afinado, já conseguissem acompanhar as letras do início ao fim. “Nem parece que o álbum só saiu na segunda-feira…”, comentou Anselmo Raph, espantado com a boa recepção das novas músicas.

Na música “Puro Wi”, Dji Tafinha surgiu em palco para acrescentar Rap à nova tarraxinha de Anselmo Ralph.

Mas os grandes êxitos foram os que arrancaram as reacções mais efusivas da plateia. “Não me toca”, “Curtição”, “Está difícil” e alguns sucessos mais antigos cantados à capela, fizeram o público pular, dançar, cantar e até chorar.

A resposta à pergunta “algum de vocês tem alguém que gostaria que estivesse aqui hoje?”, protagonizou um dos momentos mais inesperados de todo o espectáculo. Com o telemóvel de uma fã e o microfone em punho, para que todos pudessem ouvir a resposta, Anselmo liga para uma outra fã e diz “Alô Teresa. Fala o Anselmo. Não vieste ao concerto porquê?” O público ficou ao rubro e a fã, do outro lado da linha, também.

Enquanto balançam ao ritmo de Anselmo Ralph, os portugueses até esquecem a crise, mas também aprenderam a contorná-la. Foi o que fez um casal de reformados que decidiu fazer cachecóis de apoio ao cantor e fazer negócios nas extensas filas que se formam à porta do Campo Pequeno, em Lisboa. Cinco euros é quanto vale a recordação do momento que muitos aguardaram com toda a expectativa.

Esta noite ficou marcada também pela perda de um dos maiores símbolos da luta pela liberdade e pela identidade africana, Anselmo Ralph pediu uma salva de palmas em homenagem a Nelson Mandela, falecido poucas horas antes, e recordou também o músico angolano Action Nigga, que perdeu a vida no acidente aéreo, na Namíbia, e o actor Paul Walker, de Velocidade Furiosa, que morreu num acidente de viação.

Dois anos depois, o disco “A Dor do Cupido” chega finalmente ao mercado. Um álbum muito dentro do estilo a que o cantor angolano já nos habituou: ritmo, letras que ficam no ouvido e palavras de amor.

Este novo trabalho teve a aprovação e adesão do público em Lisboa, recompensa merecida para o cantor que levou a música angolana aos tops nacionais de vendas.

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