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Manucho (foto ASF)

Por Celestino Gonçalves

Quatro anos depois de ter regressado ao 1.º de Agosto, Manucho sente que lhe falta algo ao serviço do clube: está na hora de ser campeão. Formado nos militares, o médio foi emprestado ao Desportivo da Huíla em 2005, no mesmo ano em jogou o Mundial de sub-20 no Benin, curiosamente o ultimo em que Angola participou até aqui nesta categoria.

Venceu o receio da mãe, que não o queria ver distante dos seus olhos tão cedo – tinha 19 anos na altura -, e rumou para o interior, onde fez uma época memorável.

Quando chegou a hora de regressar ao 1.º de Agosto, esperava-o tarefa delicada: a concorrência de jogadores mais experientes, como Stopirrá ou José Augusto (na altura capitão de equipa dos militares), era um enorme desafio, que Manucho superou com distinção. Foi Viktor Bondarenko quem o lançou, no desafio com o Kabuscorp. E nunca mais saiu da equipa. Seguiram-se vários treinadores – Drulovic, Carlos Manuel, Romeu Filemon e Daúto Faquirá -, mas nada mudou. Manucho manteve a titularidade.

Neste período regressou também à Selecção Nacional. Fez alguns jogos durante a passagem de Romeu Filemon pelos Palancas Negras e chegou ao CAN com Gustavo Ferrin. Aos 27 anos, Manucho, um médio defensivo com apetência para o golo, abre o coração a A BOLA. A começar pela ligação ao clube militar, onde permanecerá pelo menos mais uma época. «Tenho mais um ano de contrato. Apesar de ter tido algumas propostas, sinto-me bem aqui e espero continuar. Aliás, quero ser campeão, penso que já é altura de voltarmos a ser campeões. Quero fazer parte desta história», disse o jogador, que não se esquivou a comentar a última temporada, que ficou aquém das expectativas:

«Podíamos ter feito melhor, começa a ser muito tempo sem sermos campeões. É verdade que as coisas são cada vez mais difíceis, porque os outros também investem, mas nós somos o 1.º de Agosto e por isso temos um prestigio a defender.»

Explicações para o insucesso? Manucho não tem muitas. Mas a resposta sai pronta quando lhe perguntamos qual o momento em que percebeu que o 1.º de Agosto não tinha possibilidades de chegar ao primeiro lugar. «A partir do momento em que deixámos fugir o Kabuscorp tudo ficou mais complicado», disparou, respondendo depois de forma mais directa à pergunta que lhe lançámos: mas o que faltou à equipa para chegar ao título?

«O campeonato é uma prova de regularidade em termos de obtenção de resultados positivos e nós não o fomos durante todo o campeonato.»

Manucho sempre teve boa relação com os golos. Mas em 2013 marcou menos do que é costume, talvez por agora jogar mais recuado. Nada que o preocupe. «Jogador profissional deve obedecer às funções que lhe são atribuídas e desenvolvê-las com zelo. Com Bondarenko e Drulovic jogava mais próximos dos pontas-de-lança, ganhava bem as segundas bolas e cheguei a fazer alguns golos. Mas com Romeu e Faquirá passei a jogar mais recuado como recuperador de bolas. São opções, para mim o mais importante é estar em campo e dar o melhor», concluiu.

A Bola

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