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Stephan Serowy

Ao lado de novos smartphones, tendências interessantes foram lançadas, cujas reais dimensões por enquanto podem ser apenas intuídas. Além de marcos importantes, o Android sofreu também algumas baixas significativas. Veja o ano de extremos do SO do Google em nossa retrospectiva.

2013 in android
© Google/AndroidPIT

O ano das baixas

Três importantes membros da família Android cortaram suas relações diretas com o sistema operacional. Para começar, um dos seus co-fundadores, Andy Rubin, deixou o seu cargo de vice-presidente responsável pelo Android em março. Sob o seu comando, um sistema operacional desconhecido se tornou o número um do mercado mundial.

Em seguida, o chefão do Android Open Source Projects (AOSP), Jean-Baptiste Quéru, jogou a toalha, supostamente irritado com a problemática relação do Google com seus parceiros de hardware, notadamente a fabricante de processadores Qualcomm. Ele temia que a filosofia de liberdade do Android como sistema open source fosse abandonada por razões de política mercadológica.

Por fim, o vice-presidente do Google responsável pelo gerenciamento de produto do Android, o mineiro Hugo Barra, troca a empresa pela fabricante chinesa Xiaomi. Ele era sempre visto nas apresentações de produtos como o Nexus 7 e as versões do SO, e por isso em certa medida representava a cara do Android.

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Da esquerda para a direita: Andy Rubin, Jean-Baptiste Quéru e Hugo Barra. / © AndroidPIT

O ano dos Phablets

Não faz tanto tempo assim que o tamanho típico para a tela de um smartphone era de 3,5 a 4 polegadas. No ano passado (2012) ele já tinha passado para 4,5 a 4,7. Agora, uma diagonal de 5 polegadas é o padrão absoluto. Mas não se parou por aí. Quase todos os fabricantes de nome se renderam ao formato do phablet, e lançaram modelos de 5,5 até 6 polegadas, seja o Note 3, a série Galaxy Mega, o HTC One Max, o Huawei Ascend Mate ou o Asus Fonepad Note 6.

A ascensão dos Wearables

Eles chegaram com os nomes mais estranhos, “ultramobile” ou “wearables” (na tradução, “usáveis”) e definem os dispositivos que podem se tornar a nova tendência tecnológica. Neste ano, o Google iniciou o Programa Explorer para o Glass, e outros fabricantes já trabalham em óculos semelhantes. Além disso, o mercado em expansão dos smartwatches ganhou acréscimos de peso: no momento, já existem relógios inteligentes da Sony, Samsung, Qualcomm e Pebble – e esse é só o começo. Para o ano que vem esperam-se exemplares de outros grandes fabricantes, sobretudo da Apple.

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Die Pebble links, Sonys zweite Smartwatch in der Mitte, die Galaxy Gear rechts und Google Glass. / © Pebble, Sony, Samsung, Google/AndroidPIT

O surgimentos das telas curvas

Apesar de a inovação do Galaxy Round e do LG GFlex ser considerada inútil pela maioria dos usuários, o desenvolvimento e telas curvas e até mesmo flexíveis para o mercado de massas está a todo vapor, e a evolução da tecnologia deve também trazer interações mais efetivas entre essa nova forma e o software dos respectivos aparelhos. É aguardar para ver.

A volta do scanner de digital

Sim, o primeiro scanner desse tipo surgiu com o Motorola Atrix em 2011, mas o mercado não acolheu a inovação. Este ano a história foi um pouco diferente: a Apple ganhou a corrida e lançou o iPhone 5s com o referido scanner de digital. A tecnologia está longe de ser unânime, e a ilusão de segurança reforçada foi rapidamente destruída com os incontáveis vídeos no YouTube de usuários usando de um mamilo a uma pata de gato para desbloquear os seus iPhones. Mesmo assim, fabricantes como a Samsung também lançarão aparelhos com a tecnologia (sem falar no HTC One Max). Se não passar por aperfeiçoamentos, contudo, não deverá virar padrão.

iphone htc one max
Das iPhone 5S (links) und das HTC One Max mit Fingerabdruck-Scanner auf der Rückseite. / © Apple, HTC/AndroidPIT

Tem início a era dos 64 bits

E foi novamente a Apple que abriu caminho (e será de novo a Samsung a seguir seus passos). O iPhone 5s também foi o primeiro smartphone com processador de 64 bits. E a tendência vai se espalhar como fogo em palha no ano que vem. Ainda não poderemos falar de um padrão absoluto em 2014, mas sua predominância será apenas uma questão de tempo.

O bilhão mágico

Também nos números o ano de 2013 foi um marco para o Android. Em abril, o vice-presidente do Google responsável pelo SO, Sundar Pichai, anunciou que o Android havia atingido um bilhão de usuários ativos. O próximo bilhão deverá ser conquistado nos novos mercados, com aparelhos mais populares e uma versão do SO acessível a todos (o KitKat está aí pra isso).

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