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Por Mário Nóbrega

O 1.º de Agosto tinha chegada prevista para o começo da madrugada de ontem a Lisboa, para realizar um estágio de cerca de 15 dias.

Apesar do atrasado nesta viagem – a aterragem estava prevista para as 18 horas -, a confiança numa época em que a palavra êxito seja escrita no historial do clube faz parte da sua bagagem. E a boa disposição também, apesar de tudo…

O quartel-general dos militares será, uma vez mais, numa unidade hoteleira localizada no concelho de Oeiras, a meia dúzia de quilómetros de Lisboa, zona onde se encontra o Estádio Nacional, espaço principal para o trabalho do plantel comandado por Daúto Faquirá. Kali, Mateus Galiano e Hugo estavam já na capital à espera da comitiva do clube. O capitão entende que 2014 «tem de ser o ano da conquista do título.»

Kali, o respeitado capitão do 1.º de Agosto, é a sua voz de comando dentro dos relvados. Esteve cerca de um mês a passar férias em Portugal, com a família.

Aproveitou este período de descanso, «muito bom para recuperar forças», para visitar os Açores e a Suíça. E está pronto para ser «mais um» em campo para ajudar o clube a atingir os seus objectivos, que passam, frisou, pela «conquista do título e presenças muito fortes na Taça de Angola e na Liga dos Campeões Africanos.»

Apesar de se encontrar à distância das movimentações feitas pelos clubes angolanos no tocante a contratações, Kali diz-nos que esteve sempre «muito atento» a tudo quanto se foi passando, acreditando que o futebol angolano «vai tirar significativos benefícios das apostas feitas em jogadores de grande qualidade», mas, por outro lado, reconhece que a missão dos militares complica-se mais.

«Não estava à espera de tanto investimentos em contratações, claro que o 1.º de Agosto também teve de remodelar o seu plantel, só que o nosso treinador disse-nos sempre, na base de uma grande confiança entre as partes, que só seriam contratados jogadores que pudessem, na prática, não em teoria, acrescentar qualidade ao grosso do grupo já existente. E parece-me que foi precisamente isso que aconteceu», avançou Kali.

Quanto ao título, para o capitão dos militares não há espaço à dúvida. O clube não pode andar mais tempo arredado do título. «Até posso dizer que esta passagem do 1.º de Agosto por Portugal faz parte do caminho para sermos campeões, mas, temos de ter consciência das coisas, este Girabola ainda vai ser mais difícil para os vários candidatos à conquista do campeonato», destacou Kali. E justificou esta sua ideia feita de convicção. Assim: «Repare-se, o Kabuscorp reforçou-se muito bem, o Petro, tal como o Inter, apostaram na mudança de treinador mas são sempre, por direito próprio, sérios candidatos, depois é preciso ter muita atenção ao Benfica de Zeca Amaral e ao Progresso do Lúcio Antunes, um cenário do qual não pode ser excluído o Libolo… Não tenhamos ilusões, vai ser um Girabola muito, mas mesmo muito complicado.»

Pessoalmente, Kali tem também os seus objetivos, não podia ser de outra maneira.

Não quer que olhem para o que está escrito no seu bilhete de identidade, quer que olhem para o que se prepara para fazer em campo, porque deseja, acima de tudo, ser «mais um a lutar para o 1.º de Agosto conquistar o título. E todos, no nosso plantel, vão ter oportunidade de mostrar o seu valor porque a época será muito desgastante», apontou.

 

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