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Treinador distinguido pelos jornalistas

Por Redação

Mourinho: «Se me despedirem, fico em Inglaterra e vou para um rival»
José Mourinho foi distinguido na última noite pela Football Writers Association, num jantar, em Londres. O treinador do Chelsea fez uma pequena homenagem a quem o ajudou durante a carreira e deixou um aviso, com um sorriso: «Se me despedirem, vou ficar em Inglaterra e vou para um rival.»

A associação de jornalistas desportivos ingleses decidiu atribuir a Mourinho um prémio que distingue uma personalidade que tenha contribuído para a modalidade no país.

No Savoy Hotel, o treinador português começou por dizer: «Sem amor e felicidade não conseguia fazer o meu trabalho.»

Mourinho teve a companhia da mulher e dos filhos na gala, assim como do português Silvino Louro e de Frank Lampard.

Mourinho, de resto, reservou parte do discurso para quem o tem acompanhado no banco e em centenas de treinos. Essas pessoas estavam ali representadas por Silvino Louro. «Os meus adjuntos são como meus irmãos, Frank representa os meus jogadores, sem os quais eu não teria uma carreira, e o sr. Van Gaal e o sr. [Bobby] Robson são os meus chefes», continuou o treinador.

Mourinho admitiu que estabelecer-se em Inglaterra ajudou-o a focar-se em novos desafios. «O melhor que o futebol me deu foi uma decisão sobre o meu futuro. Alguns treinadores vão para onde têm de ir e por vezes esse não é o melhor caminho, não é o que querem, mas vão», prosseguiu.

«Eu sentei-me com a minha família e perguntei: “Qual é o melhor lugar para nós? Onde podemos ser felizes como família? Ser feliz como treinador e aproveitar melhor a vida particular e social? Decidimos que seria Inglaterra, e para ser perfeito seria o Chelsea e tive sorte, porque a porta estava aberta para mim», contou.

José Mourinho sublinhou que quer permanecer no clube «muitos, muitos anos» e que pretende ficar na Premier League para sempre: «Os princípios que têm em relação ao futebol e à ida são absolutamente fantásticos. Eu amo o Chelsea Football Club, que foi o único que me despediu, e como família pertencemos a Inglaterra.»

O treinador foi mais longe: «Eu pertenço ao Chelsea, o Chelsea pertence-me e espero que continuemos por muitos, muitos anos.»

Depois, um aviso em forma de piada. «Não é uma ameaça, mas, se me despedirem, fico em Inglaterra e vou para outro clube, um rival provavelmente», disse.

 

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