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Meio século depois que os “quatro fabulosos” chegaram a Nova York no voo 101 da Pam Am, os Estados Unidos preparam-se para recriar e celebrar a visita que impulsionou os Beatles à fama no outro lado do Atlântico.

O quarteto de Liverpool aterrissou em Nova York às 13h20 de 7 de fevereiro de 1964. Ali, cerca de quatro mil fãs os esperavam, além de 200 jornalistas e mais de 100 policiais.

“Foi como se um grande polvo com tentáculos estivesse apanhando o avião e trazendo para o solo em Nova York. Foi um sonho”, lembrou Ringo Starr, um dos dois Beatles vivos, no documentário “The Beatles Anthology”.

O famoso escritor Tom Wolf, que estava cobrindo a chegada para o jornal “New York Herald Tribune”, relatou então como “algumas das meninas tentaram saltar por cima de um muro de contenção”.

Dois dias mais tarde, em 9 de fevereiro, o quarteto apareceu no programa de televisão “The Ed Sullivan Show”, da rede de televisão “CBS”, onde interpretou cinco canções ao vivo, entre elas “I Want To Hold Your Hand” e “She Loves You”.

Foi um momento histórico com mais de 73 milhões de telespectadores, qualificado pela empresa de medição de audiência Nielsen como o programa de televisão mais visto da história.

E em 11 de fevereiro chegaram de trem à capital americana, onde realizaram seu primeiro show nos Estados Unidos, que segundo alguns foi um ensaio para a estreia no Carnegie Hall de Nova York um dia depois.

“Fazia muito frio naquele dia. Havia entre 20 e 25 centímetros de neve” e eles tiveram que viajar de trem de Nova York a Washington ao invés de avião como tinham previsto, explicou em entrevista à Agência Efe Rebecca Miller, diretora-executiva do DC Preservation League, que se encarrega da conservação de edifícios históricos.

John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr se deslocaram de limusine da estação de trem de Washington até a Uline Arena, um local de esportes e espetáculos que em 11 de fevereiro receberá um show comemorativo que será realizado pela banda tributo Beatlemania Now.

Esse espetáculo, que começará às 20h31, exatamente na mesma hora que o de 50 anos atrás, e ao qual os organizadores esperam atrair cerca de três mil pessoas, é um dos eventos de homenagem que acontecerão durante os próximos dias.

O hotel Omni Shoreham, no qual o grupo ficou alojado durante sua estadia em Washington, realizará uma festa em sua homenagem na segunda-feira, 10 de fevereiro, na qual, segundo o convite, serão servidos coquetéis e aperitivos “que teriam merecido a aprovação de John, Paul, George e Ringo”.

Nova York também não poupará esforços para honrar a memória de um grupo que mudou a cultura pop e ajudou a levantar o ânimo dos americanos apenas 77 dias depois do assassinato do presidente John F. Kennedy.

“Existia uma preocupação sobre a escalada da Guerra do Vietnã e o movimento dos direitos civis. A inflação era alta. Havia tensão”, lembrou em declarações ao jornal nova-iorquino “Daily News” Larry Kane, o único jornalista que viajou com a banda durante sua turnê de 64.

“Quando os Beatles chegaram (a Nova York) em fevereiro, ajudaram a distrair todo o mundo de todas essas (preocupações)”, assegurou Kane.

O programa nova-iorquino inclui quatro noites de shows, um simpósio com “veteranos” da era Beatles e um festival no Hotel Grand Hyatt no qual haverá um mercadinho com souvenires e concertos.

Além disso, no domingo, dia 9 de fevereiro, coincidindo com sua aparição no Ed Sullivan Show, será transmitido um show em homenagem gravado na segunda-feira passada em Los Angeles.

O tributo no qual participaram Ringo Starr, com “Yellow Submarine”, e Paul McCartney, que entoou canções como “Magical mystery tour”, contou também com a presença de Katy Perry, Pharrell Williams e Eurythmics e versões de mais de 24 músicas da banda.

A gravação aconteceu um dia depois que a Academia da Gravação dos EUA reconheceu o grupo britânico com um prêmio a toda uma carreira no marco da 56ª edição dos Grammy, cuja cerimônia aconteceu no final de janeiro em Los Angeles.

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