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Paulo Fonseca (foto ASF)

Por Nuno Vieira e Rui Amorim

A semana horrível do Dragão teve como protagonista Paulo Fonseca. O empate em casa frente ao Eintracht Frankfurt (principalmente pela forma como aconteceu, depois de o FC Porto ter estado em vantagem por 2-0) fragilizou a posição do treinador e a esperada resposta firme frente ao Estoril não aconteceu, precipitando os acontecimentos registados na quente noite de anteontem, com o público a exigir em coro a sua demissão.

Paulo Fonseca até concorda com a visão dos sócios, pois também entende não ter condições para continuar no comando dos dragões. Por uma série de fatores, primeiro pelos resultados, depois por considerar que a sua mensagem não está a passar e, finalmente, por sentir que há jogadores que não estão com ele, aliado ao relevante facto de não se registar mínima empatia entre ele e quem vai ao estádio. No entanto, como é habitual no FC Porto, a última palavra pertence sempre a Pinto da Costa e o presidente saiu então a terreiro para proteger o homem em que apostou para assumir os destinos da equipa – e de quem disse há pouco mais de um mês que renovaria o contrato se a época terminasse naquele momento.

A forte pressão dos adeptos conduziu Paulo Fonseca a uma conversa com o seu líder logo após o jogo, para colocar o lugar à disposição pela terceira vez nas últimas semanas (primeiro após a derrota com o Zenit, depois após o desaire de Coimbra). Mas Pinto da Costa disse não e deu mais uma prova de confiança no seu treinador. A margem, porém, é cada vez mais reduzida e a corda pode mesmo partir durante esta semana. O jogo em Frankfurt será determinante.

E o que pede então Pinto da Costa? Uma reação enérgica na Alemanha, uma resposta à Porto e uma vitória, de forma a reverter o resultado negativo da última quinta-feira, no Dragão. O FC Porto está obrigado a vencer no Commerzbank Arena ou então a um empate com mais de três golos, pelo que só uma mudança radical de comportamento da equipa poderá fazer alimentar as esperanças de qualificação para os oitavos de final da Liga Europa.

Se as coisas correrem bem Paulo Fonseca não ganha tudo, mas enche um pouco o balão de oxigénio que neste momento ainda o segura na cadeira do poder azul e branco; em caso de derrota, adivinha-se nova contestação forte dos adeptos e, aí, Pinto da Costa será mesmo forçado a agir, a margem será então nula.

Com o adeus à Liga dos Campeões na fase de grupos, com atraso significativo no campeonato, com apuramentos tremidos para as meias-finais das outras duas competições nacionais (Taça de Portugal e Taça da Liga) e, caso se consume o afastamento das provas europeias, o quadro ficará demasiado negro para Paulo Fonseca, cujo único grande resultado foi a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira. O casamento ainda resiste, mas o divórcio está ao virar da esquina.

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