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Bruno Space Painel de Debates

Na mitologia romana, de acordo com ArnóbioPuta é uma deusa menor da agricultura, que preside a poda das árvores.1

De acordo com uma versão, a etimologia do seu nome viria do latim, e seu significado literal seria “poda”. Os festivais em honra a esta deusa celebravam a poda das árvores e, durante estes dias, as suas sacerdotisas manifestavam-se exercendo um bacanal sagrado (durante o qual faziam sexo) honrando a deusa (o que explicaria o significado corrente do termo “puta” e suas variações em muitos dos países de fala latina).

O que antes era uma tradição, um agradecimento à deusa, passou a ser visto de forma negativa e o seu nome começou a ser conotado de forma negativa e contraria aquilo que era o seu real propósito.

Puta nada mais é que uma deusa.

Uma outra origem

Origem da palavra ‘PUTA’

 
Termas (em LatimThermae) era o nome usado pelos romanos para designar os locais destinados aos banhos públicos, o uso de banhos públicos fora iniciado pelos Caldeus. Esses banhos públicos podiam ter diversas finalidades, entre as quais a higiene corporal e a hidroterapia com propriedades medicinais; em geral as manhãs eram reservadas às mulheres e as tardes aos homens.O desenvolvimento da tecnologia de construção de aquedutos  oportunizou a construção de diversas termas em vários pontos do território antigamente ocupado pelo Império Romano. Homens e mulheres tomavam banhos diariamente, esse costume tanto está relacionado a assimilação do culto à Higéia (equivalente romana: Salus) e Panacéia, as deusas da saúde e limpeza, como à recomendações da medicina de Hipócrates também continuada pelos romanos. Higéia era a deusa da saúde, da limpeza, do saneamento e da higiene, uma das três filhas de Esculápio, o deus grego da medicina. Por essa razão, era comumente adorada em conjunto com seu pai. Enquanto seu pai era diretamente associado à cura, Higéia estava mais relacionada com a prevenção das doenças e à continuidade da boa saúde. Havia inclusive um templo a Higéia no grande santuário de Esculápio em Epidauro, aonde as pessoas iam tentar ser curadas de suas doenças. Suas estátuas mostram uma jovem e bela mulher alimentando uma enorme serpente que circunda seu corpo com uma pátera (taça, jarra ou tigela). Essa cobra é uma das que circundam o bastão de Esculápio no símbolo da medicina, e a taça resultou numa representação da farmácia.Vale notar que as termas, presentes em todas as cidades helénicas, estavam equipadas com água corrente e água aquecida no inverno. Eram locais frequentados diariamente por todos os cidadãos, onde iam banhar-se, conversar e relaxar; esse era o hábito do banho diário por eles praticado.
As termas eram cuidadas e mantidas por mulheres, sacerdotisas de Afrodite, ou Vénus em latim. Tinham grande cultura e dedicavam-se também em cuidar das pessoas que as frequentavam. Seu nome, em latim, era “Putae”, e deram origem à palavra “puta” em nosso vernáculo, com significado bastante diverso, como observamos. E porque isto ocorreu? Simplesmente porque esta palavra derivou de “Publis”, que queria dizer público e estava associada com a palavra “Púbis”, cujo significado é idêntico tanto em latim como em nossa língua. Por outras palavras, as sacerdotisas cognominadas “Putae”, não eram prostitutas como o nome passou mais tarde a sugerir, mas mulheres de grande cultura e dedicadas à vida pública, o que poderia eventualmente incluir uma relação erótica, com alguém de sua escolha. Mas isto nada tinha a ver com prostituição, como a igreja propalou e este ritual, que era um hábito de saúde e higiene, foi abandonado a partir da queda do Império Romano, sendo consideradas as termas pela igreja cristã locais de perdição, uma vez que os homens e as mulheres ficavam nus.
É verdade que as termas, no período da decadência do Império Romano, realmente transformaram-se em prostíbulos, perdendo seu carácter original de local de purificação interior e exterior. È bem conhecido por todos nós o que este desprezo pela higiene gerou de doenças e epidemias desde esse período até a modernidade, sendo muito recente a recuperação do conceito de que sem higiene não pode existir saúde.  Lamentavelmente, a degeneração do ritual realizado nas termas não levou consigo apenas a prática da higiene, também levou à destruição de um dos mais belos aspectos do feminino: a mulher livre e consagrada à vida publica consagrada à purificação exterior e interior. Não é demais ressaltar que esta possibilidade do feminino foi desde então condenada e proibida, e somente na modernidade, de 50 anos para cá, é que começa a dar tímidos sinais de recuperação. Mas estamos muito longe do feminino público, que era valorizado tanto pela sua sabedoria como pelo seu erotismo; ao contrário, na modernidade só concedemos espaço ao feminino dessexualizado (como por ex. a mulher profissional ou executiva), sendo claramente condenada a mulher que revele seu erotismo. 

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